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Reestruturando os tokens do Locaweb Design System

design system
design tokens
acessibilidade
user interface

Empresa:

Locaweb

Atuação:

Product designer

Visão geral

O design system da Locaweb foi criado a partir do Vuetify para agilizar o desenvolvimento, mas acabou gerando componentes e tokens pouco escaláveis e sem documentação clara. Nesse projeto, meu papel foi revisar e melhorar esses elementos, trazendo mais escalabilidade e eficiência para designers e desenvolvedores.

Resultados

Descobertas

Análise do produto

A primeira análise consistiu em catalogar cada design token e entender qual o caso de uso que eles tinham no design system. Além disso, utilizando o analytics do Figma, pude observar o número de inserções dos estilos, variáveis e componentes do arquivo, além da quantidade de detaches.

Avaliando o uso das cores, reparei que em todas as paletas, pelo menos um dos tons nunca era utilizado, e pela falta de documentação, não havia uma indicação verdadeira de como e quando utilizar cada uma, considerando que apenas com exceção a paleta de cores neutras, todas as outras eram apenas usadas para microinterações nos componentes, mas sem nomenclaturas que indicassem isso. Além disso, também percebi que alguns tons usados como background para textos em componentes não contrastavam bem, seguindo as diretrizes da WCAG.

Exemplo de tokens de cores com nomes inconsistentes entre a paleta principal e a escala de cinza, mostrando falta de padronização na nomenclatura.

A responsividade do sistema de escalas tipográficas não era bem executado. Em vez de trabalhar com medidas relativas (como rem ou em), como é o convencional, e reduzir o valor conforme o breakpoint, os textos apenas reduziam o tamanho para uma escala abaixo, ou seja, se em desktop tinhamos textos de 40, 32 e 24 pixels, em mobile o texto que usava 40 atualizava para 32 pixels, e o 32 para 24 pixels, e assim por diante.diante.

Essa redução ocasionava tanto em textos demasiadamente grandes em dispositivos móveis, como também nas duas últimas escalas com o mesmo tamanho, já que a última não possuia um valor menor para atualizar.

Entretanto, o maior problema que notei com relação a tipografia era o seu uso prático. No próprio design system, alguns títulos eram compostos por tamanhos diferentes, e os produtos não possuíam padrão entre si. Isso se devia pela nomenclatura nada clara (font-size-xl, lg, md...) e por não ter nenhuma indicação do que seria um h1, h2 e outras tags.

Lista de textos com diferentes tamanhos de fonte, mostrando uma escala tipográfica desorganizada e pouco responsiva entre dispositivos.

Por fim, o design system também fornecia as mesmas escalas para as duas fontes da marca, Ubuntu (principal) e Open Sans (secundária), mas a última raramente era usada nos projetos, considerando que até mesmo alguns designers nem sabiam da existência dela.

Entrevista com colaboradores

Para a segunda análise, preparei um roteiro e realizei uma entrevista individual com cada um dos designers que já vinham utilizando o design system nos seus produtos, com o objetivo de entender as percepções de cada um sobre o uso dos tokens.

A pesquisa comprovou alguns dos dados que eu já havia coletado na primeira análise, mas também me trouxe novos resultados:

Pouco uso da cor secundária

Os designers não utilizavam a cor secundária em nenhuma ocasião na interface dos produtos, e como não havia documentação, não sabiam dizer para que essa paleta servia.

Dificuldades em entender as hierarquias tipográficas

Os designers tinham entendimentos diferentes sobre quando utilizar a maioria das escalas tipográficas. Haviam diferentes definições do que seria o título da página, subtítulo, e até mesmo uma chamada de seção.

Inutilização do peso "light"

O arquivo fornecia o peso “light” para cada uma das oito escalas, e mesmo que com pouquíssimas inserções vistas no analytics, todos os designers afirmaram nunca usar e nem saber o seu caso de uso.

Incerteza sobre o uso das escalas de cinza nos textos

Pela falta de padronização e recomendação, os designers tinham diferentes entendimentos entre si sobre o uso das escalas de cinza em textos, de forma a colaborar na hierarquia de títulos e parágrafos.

Comparações entre design e código

A terceira e última análise envolveu uma comparação direta entre Figma e código de todos os design tokens e componentes.

Esse levantamento foi feito primeiramente sozinho, para ter inicialmente as minhas próprias visões, mas no final decidi me reunir com o responsável pelo desenvolvimento front-end do design system, tanto para ter a oportunidade de coletar mais informações como já passar para ele os pontos que coletei.

Componentes com nomes diferentes

Apesar dos designers e desenvolvedores usarem os mesmos componentes, alguns deles não compartilhavam o mesmo nome, como era o caso do Dialog para os designers, e Modal para os desenvolvedores.

Escalas tipográficas com nomes distintos

Enquanto os designers reconheciam as escalas por uma determinada nomenclatura no Figma, a nomenclatura do design token usada na prática pelos desenvolvedores eram outras.

Diferenças nas elevações em design e código

O arquivo do design system no Figma fornecia alguns níveis de elevação (estilos de sombra), que eram completamente diferentes dos tokens, tanto em nomenclatura quanto em valor.

Informações confidenciais

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